A prova técnica como elemento de antecipação institucional à violência de gênero
Teógenes Matias de Souza. Revista do Ministério Público do Estado de Goiás, nº 48 (2024), p. 9–18; publicado on-line em 23 de janeiro de 2026.
Ver publicação oficialCiência forense para a prevenção do feminicídio
O ETR — Escore Técnico de Risco — é um framework estruturado de classificação forense de risco, fundamentado na literatura e centrado em lesões, desenvolvido no Brasil para organizar evidências médico-legais e documentais oficiais relacionadas à violência contra as mulheres.
Framework científico publicado · Evidências retrospectivas · Validação prospectiva em desenvolvimento
Pontuações aplicáveis dos domínios+Bônus de trajetória=Pontuação final do ETR
Uma classificação exploratória e retrospectiva — não uma probabilidade calibrada nem um modelo preditivo.
01 / Estado científico
A linguagem pública do ETR é controlada pelo artigo conceitual publicado na Revista do MPGO e pelo artigo publicado OnlineFirst na Violence Against Women.
Teógenes Matias de Souza. Revista do Ministério Público do Estado de Goiás, nº 48 (2024), p. 9–18; publicado on-line em 23 de janeiro de 2026.
Ver publicação oficialPUBLICADO ONLINEFIRST — VIOLENCE AGAINST WOMEN. Primeira publicação on-line: 6 de setembro de 2026. DOI: 10.1177/10778012261484124.
Leia o artigo publicado02 / Interpretação responsável
03 / A lacuna forense
Registros médico-legais e oficiais podem conter evidências detalhadas sobre lesões e violência documentada, mas achados relevantes podem permanecer dispersos entre documentos.
O ETR foi desenvolvido para organizar evidências passíveis de pontuação em uma classificação forense rastreável, preservando os limites da documentação disponível.
Fundamento conceitualO artigo do MPGO propôs um papel institucional mais amplo para a prova técnica: além da comprovação retrospectiva, ela pode contribuir para uma comunicação de risco estruturada e auditável em fluxos coordenados de proteção.
04 / Como funciona
A rastreabilidade é o núcleo funcional da estrutura. Cada contribuição deve permanecer ligada a uma fonte documentada e à versão do indicador utilizado.
Apenas achados sustentados por registros médico-legais e oficiais identificados integram a revisão estruturada.
Achados documentados são associados a indicadores forenses definidos e controlados por versão.
Cada contribuição permanece rastreável a uma fonte; as categorias não são probabilidades calibradas.
O resultado apoia a comunicação forense e a pesquisa, não decisões automáticas.
A qualidade documental define o limite da interpretação. Um indicador ausente pode estar ausente, não documentado ou impossível de pontuar.
05 / Evidências retrospectivas
O estudo publicado é retrospectivo, descritivo e exploratório. Examinou se a estrutura poderia ser aplicada a dados documentais médico-legais e oficiais anonimizados.
Fluxo de seleção dos casos
Estes números descrevem a amostra retrospectiva de feminicídios do estudo publicado. Não são estimativas de sensibilidade preditiva, especificidade ou probabilidade individual.
Leia o estudo retrospectivo06 / Validação
A validação é uma exigência científica, não uma etapa concluída. Cada fase deve ser avaliada de forma independente antes que o ETR possa ser considerado para uso operacional como apoio à decisão.
O estudo publicado identifica as evidências ainda necessárias antes de qualquer uso operacional como ferramenta de apoio à decisão.
07 / Para instituições
Compreender trajetórias documentadas, padrões de lesões e indicadores forenses na revisão estruturada de casos.
Padronizar a documentação, as definições dos indicadores, a rastreabilidade e a interpretação longitudinal.
Integrar achados periciais à comunicação multidisciplinar de risco, preservando os protocolos oficiais de avaliação de risco.
Apoiar a interpretação tecnicamente fundamentada de achados periciais documentados, respeitando os limites probatórios e científicos.
Acesso à fundamentação científica, às definições operacionais, à metodologia, ao roteiro de validação e às evidências publicadas.
O ETR apoia a pesquisa, a comunicação forense e a aprendizagem institucional. O uso operacional como apoio à decisão exige validação adicional e deve preservar os protocolos oficiais de avaliação de risco e o julgamento profissional.
08 / Educação
Evidências forenses e trajetórias de violência.
Organização de achados documentados em indicadores estruturados.
Casos retrospectivos e simulados.
Incerteza científica, limites e comunicação institucional.
Sessões educativas de caráter científico para instituições de justiça, perícia, ensino e proteção.
O uso educacional não constitui certificação para aplicação preditiva ou operacional do ETR.
Acessar biblioteca técnico-científica09 / Sobre
O ETR nasceu da pesquisa forense no Brasil e se desenvolveu como um framework estruturado para interpretar evidências documentadas de violência contra as mulheres. Sua fundamentação conceitual aborda o papel da prova pericial oficial na comunicação institucional de risco.
O estudo retrospectivo examinou registros médico-legais e documentos oficiais anonimizados de 103 casos confirmados de feminicídio no Brasil. Esse contexto permite estudar trajetórias documentadas e indicadores forenses.
A trajetória científica reúne um artigo conceitual na Revista do Ministério Público do Estado de Goiás e um estudo empírico exploratório publicado OnlineFirst na Violence Against Women em 6 de setembro de 2026.
O roteiro de validação parte da viabilidade retrospectiva publicada e prevê confiabilidade entre avaliadores, validação temporal e validação prospectiva silenciosa. A validação externa multicêntrica e a avaliação de impacto permanecem como etapas futuras.
Autor correspondente
Polícia Científica do Paraná, Brasil
Dados individualizados dos casos não são disponibilizados publicamente. Os materiais públicos utilizam informações agregadas e desidentificadas.
O apoio institucional à pesquisa não implica adoção ou endosso governamental. As interpretações permanecem sob responsabilidade dos autores.
Conteúdo do site v1.3 · redação científica controlada pela publicação do MPGO e pelo artigo publicado na Violence Against Women.
10 / Apresentações científicas e institucionais
Apresentações científicas e institucionais podem ser solicitadas pelo Ministério Público, tribunais, instituições periciais, órgãos policiais, universidades, centros de pesquisa e associações profissionais.
Não envie relatos de casos, identificadores pessoais, registros médicos ou periciais, pedidos de emergência ou submissões de pontuação.