Ciência forense para a prevenção do feminicídio

Trajetórias documentadas de violência, estruturadas por meio de um framework de classificação forense transparente, ponderado e auditável.

O ETR — Escore Técnico de Risco — é um framework estruturado de classificação forense de risco, fundamentado na literatura e centrado em lesões, desenvolvido no Brasil para organizar evidências médico-legais e documentais oficiais relacionadas à violência contra as mulheres.

Framework científico publicado · Evidências retrospectivas · Validação prospectiva em desenvolvimento

Arquitetura de pontuação

Pontuações aplicáveis dos domínios+Bônus de trajetória=Pontuação final do ETR

Uma classificação exploratória e retrospectiva — não uma probabilidade calibrada nem um modelo preditivo.

  • Retrospectivo
  • Descritivo
  • Exploratório
FBSP 2026: apresentação e materiais

01 / Estado científico

Evidências primeiro. Alegações mantidas dentro de seus limites.

A linguagem pública do ETR é controlada pelo artigo conceitual publicado na Revista do MPGO e pelo artigo publicado OnlineFirst na Violence Against Women.

01Conceito fundador

A prova técnica como elemento de antecipação institucional à violência de gênero

Teógenes Matias de Souza. Revista do Ministério Público do Estado de Goiás, nº 48 (2024), p. 9–18; publicado on-line em 23 de janeiro de 2026.

Ver publicação oficial
02Estudo empírico exploratório

A Forensic Risk Score for Femicide Prevention: Development and Exploratory Application in 103 Medicolegal Cases in Brazil

PUBLICADO ONLINEFIRST — VIOLENCE AGAINST WOMEN. Primeira publicação on-line: 6 de setembro de 2026. DOI: 10.1177/10778012261484124.

Leia o artigo publicado

02 / Interpretação responsável

O que o ETR é — e o que não é

O que o ETR é

  • Um framework estruturado de classificação forense
  • Baseado em evidências documentadas
  • Ponderado e rastreável
  • Desenvolvido para pesquisa forense, revisão estruturada e comunicação institucional

O que o ETR não é

  • Um modelo validado de predição individual
  • Uma calculadora de probabilidades
  • Uma ferramenta pública de autoavaliação
  • Um sistema automatizado de decisão
  • Um substituto da avaliação de risco centrada na vítima
  • Um substituto do julgamento profissional, policial, do Ministério Público ou judicial
Veja os requisitos de validação

03 / A lacuna forense

Evidências relevantes podem existir sem se tornarem informação compartilhada de risco.

Registros médico-legais e oficiais podem conter evidências detalhadas sobre lesões e violência documentada, mas achados relevantes podem permanecer dispersos entre documentos.

O ETR foi desenvolvido para organizar evidências passíveis de pontuação em uma classificação forense rastreável, preservando os limites da documentação disponível.

Fundamento conceitual

O artigo do MPGO propôs um papel institucional mais amplo para a prova técnica: além da comprovação retrospectiva, ela pode contribuir para uma comunicação de risco estruturada e auditável em fluxos coordenados de proteção.

01Registros oficiais
02Achados documentados
03Revisão estruturada
04Comunicação de risco

04 / Como funciona

Um percurso transparente da evidência — não uma decisão automatizada.

A rastreabilidade é o núcleo funcional da estrutura. Cada contribuição deve permanecer ligada a uma fonte documentada e à versão do indicador utilizado.

  1. 01

    Evidência documentada

    Apenas achados sustentados por registros médico-legais e oficiais identificados integram a revisão estruturada.

  2. 02

    Indicadores estruturados

    Achados documentados são associados a indicadores forenses definidos e controlados por versão.

  3. 03

    Classificação rastreável

    Cada contribuição permanece rastreável a uma fonte; as categorias não são probabilidades calibradas.

  4. 04

    Comunicação responsável

    O resultado apoia a comunicação forense e a pesquisa, não decisões automáticas.

A qualidade documental define o limite da interpretação. Um indicador ausente pode estar ausente, não documentado ou impossível de pontuar.

05 / Evidências retrospectivas

Um teste retrospectivo de viabilidade em casos confirmados.

O estudo publicado é retrospectivo, descritivo e exploratório. Examinou se a estrutura poderia ser aplicada a dados documentais médico-legais e oficiais anonimizados.

Fluxo de seleção dos casos

  1. 404mortes violentas de mulheres potencialmente classificáveis como feminicídio examinadas
  2. 106casos preliminarmente elegíveis
  3. 103casos confirmados de feminicídio analisados
58,3%classificações Alta e Crítica na amostra retrospectiva
85,4%os três grupos mais frequentes de mecanismos letais documentados, em conjunto, na amostra retrospectiva
93,2%topografia letal principal em região vital ou múltiplas regiões vitais na amostra

Estes números descrevem a amostra retrospectiva de feminicídios do estudo publicado. Não são estimativas de sensibilidade preditiva, especificidade ou probabilidade individual.

Leia o estudo retrospectivo

06 / Validação

Da viabilidade retrospectiva à evidência prospectiva.

A validação é uma exigência científica, não uma etapa concluída. Cada fase deve ser avaliada de forma independente antes que o ETR possa ser considerado para uso operacional como apoio à decisão.

  1. Fundamentação conceitual

    Concluída / Publicada
  2. Viabilidade retrospectiva

    Concluída / Publicada
  3. Confiabilidade entre avaliadores

    Próxima etapa
  4. Validação temporal

    Próxima etapa
  5. Validação prospectiva silenciosa

    Planejada
  6. Validação externa multicêntrica

    Futura
  7. Avaliação de impacto

    Futura

O estudo publicado identifica as evidências ainda necessárias antes de qualquer uso operacional como ferramenta de apoio à decisão.

  • 01Concordância entre avaliadores
  • 02Grupos de comparação adequados
  • 03Estratégias alternativas de ponderação
  • 04Calibração e desempenho dos domínios
  • 05Validação externa
  • 06Aplicação prospectiva em casos não fatais

07 / Para instituições

Transformar evidências forenses documentadas em conhecimento institucional estruturado.

Ministério Público e Justiça

Compreender trajetórias documentadas, padrões de lesões e indicadores forenses na revisão estruturada de casos.

Instituições periciais

Padronizar a documentação, as definições dos indicadores, a rastreabilidade e a interpretação longitudinal.

Instituições policiais

Integrar achados periciais à comunicação multidisciplinar de risco, preservando os protocolos oficiais de avaliação de risco.

Profissionais do Direito

Apoiar a interpretação tecnicamente fundamentada de achados periciais documentados, respeitando os limites probatórios e científicos.

Pesquisadores

Acesso à fundamentação científica, às definições operacionais, à metodologia, ao roteiro de validação e às evidências publicadas.

O ETR apoia a pesquisa, a comunicação forense e a aprendizagem institucional. O uso operacional como apoio à decisão exige validação adicional e deve preservar os protocolos oficiais de avaliação de risco e o julgamento profissional.

08 / Educação

Ensinar o raciocínio forense estruturado antes da implementação operacional.

Fundamentos

Evidências forenses e trajetórias de violência.

Revisão estruturada

Organização de achados documentados em indicadores estruturados.

Interpretação de casos

Casos retrospectivos e simulados.

Uso responsável

Incerteza científica, limites e comunicação institucional.

Apresentações institucionais

Sessões educativas de caráter científico para instituições de justiça, perícia, ensino e proteção.

O uso educacional não constitui certificação para aplicação preditiva ou operacional do ETR.

Acessar biblioteca técnico-científica

09 / Sobre

O programa de pesquisa ETR

Origem científica

O ETR nasceu da pesquisa forense no Brasil e se desenvolveu como um framework estruturado para interpretar evidências documentadas de violência contra as mulheres. Sua fundamentação conceitual aborda o papel da prova pericial oficial na comunicação institucional de risco.

Contexto da pesquisa

O estudo retrospectivo examinou registros médico-legais e documentos oficiais anonimizados de 103 casos confirmados de feminicídio no Brasil. Esse contexto permite estudar trajetórias documentadas e indicadores forenses.

Evidências publicadas

A trajetória científica reúne um artigo conceitual na Revista do Ministério Público do Estado de Goiás e um estudo empírico exploratório publicado OnlineFirst na Violence Against Women em 6 de setembro de 2026.

Programa atual de validação

O roteiro de validação parte da viabilidade retrospectiva publicada e prevê confiabilidade entre avaliadores, validação temporal e validação prospectiva silenciosa. A validação externa multicêntrica e a avaliação de impacto permanecem como etapas futuras.

Equipe de pesquisa
  • Teógenes Matias de Souza
  • André Vilela Komatsu
  • Kathleen Liedtke Kolb
  • Luís Gustavo Toledo Zulai

Teógenes Matias de Souza

Autor correspondente
Polícia Científica do Paraná, Brasil

Violence Against Women · DOI 10.1177/10778012261484124

Transparência científica e governança

01

Privacidade

Dados individualizados dos casos não são disponibilizados publicamente. Os materiais públicos utilizam informações agregadas e desidentificadas.

02

Limite institucional

O apoio institucional à pesquisa não implica adoção ou endosso governamental. As interpretações permanecem sob responsabilidade dos autores.

03

Controle de versão

Conteúdo do site v1.3 · redação científica controlada pela publicação do MPGO e pelo artigo publicado na Violence Against Women.

10 / Apresentações científicas e institucionais

Solicite uma apresentação científica institucional

Apresentações científicas e institucionais podem ser solicitadas pelo Ministério Público, tribunais, instituições periciais, órgãos policiais, universidades, centros de pesquisa e associações profissionais.

Não envie relatos de casos, identificadores pessoais, registros médicos ou periciais, pedidos de emergência ou submissões de pontuação.